1 de dezembro de 2011

Lembra do VMU? Mate a saudade do memory card mais excêntrico da história dos games

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Semana passada falamos do PocketStation, agora, como prometido, chegou a vez do VMU (também conhecido como “aquele bagulhinho do Dreamcast que dava pra ver as parada no controle”).

O Dreamcast foi lançado em novembro de 1998 no Japão e, com ele, o memory card gordinho com tela. A Sega tinha uma tarefa complicada pela frente já que o Saturn não havia conseguido repetir a façanha do Mega Drive e, por isso, apostou em grandes novidades para a nova geração. Um console 128bit com uma mídia proprietária de mais de 1GB e um cartão de memória esquisitão... será que daria certo?

Bem, o fim da história todo mundo já sabe, mas aqui está um pequeno trecho. Um trecho que, desculpe o trocadilho, está cheio de memórias. Esta é a Visual Memory Unit... Mas que diabos essa porcariazinha fazia?

Bem, acima de tudo, era um memory card, é importante termos isso em mente. Em segundo lugar, era um buraco negro que sugava baterias. E por fim, era também um minigame/companhia de viagem/passatempo de banheiro.

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Assim que ligado ele pedia que você escolhesse um desenho que apareceria sempre que você jogasse algo. Porém esse desenho poderia ser substituído se o jogo em questão tivesse sua própria imagem. Normalmente eram uns bonequinhos SD ou qualquer outra besteirinha. Na verdade era mais uma desculpa para que você tirasse os olhos da televisão e perdesse a partida. Maldita Sega trapaceira!

Entre os destaques da jogatinha em miniatura, estava Soul Calibur, mas só na versão japonesa, que trazia uns joguinhos de ação e outro de puzzle. Em Marvel VS. Capcom 2, era possível trocar personagens com seus amigos, de modo que os preguiçosos não precisariam mais destravar os lutadores secretos. Talvez o mais clássico seja Chao Adventure, também conhecido como o “Tamagochi do Sonic”, em que você cuida daquelas criaturinhas com as quais ninguém se importa. O lendário Shenmue também usava o VMU para aproveitar incríveis funcionalidades online, como o download de ícones.

Aí você tá aí pensando: “É, esse negócio não servia pra nada mesmo”. É... enquanto game não era lá essas coisas, mas, cara, era LEGAL PRA CARAMBA. Imagina que incrível um memory card que também é um jogo dentro do jogo. É como se tivessem lançado “A origem” há 13 anos.

A VMU ainda recebeu um irmão mais novo, mais feio e mais forte, o Dreamcast 4x, que era a mesma coisa, só que com quatro vezes mais poder de armazenamento e sem a telinha. Ou seja, não tinha nada de legal, mas poderia ser usado no segundo slot do controle que ninguém via.

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Em 2001 o Dreamcast acabou, a Sega parou de fazer consoles, e os memory cards voltaram a ser como antes para sumir na geração posterior. De todas as maluquices que a Sega fez com acessórios, talvez essa tenha sido a mais bem sucedida e deixou muita saudade. Eu inclusive gostaria de fazer um rápido elogio ao design do trocinho, que, aliás, dava de 10x0 no PocketStation com aquele desenho de ovo.

Hoje a VMU ainda é, veja só você, usada e se lançam jogos de ultra-baixa-resolução para ele. Se bateu a curiosidade é só dar um pulo na Blue Swirl e se divertir. Ou então talvez você possa colocar um iPod Nano dentro da carcaça da Visual Memory Unit e ouvir umas musiquinhas.

 

[Fotos: RivaOni // ModestLife // Bryan Ochalla // Shawn S // Matthew Penner // Thomas Schrantz // Bastiaan.]